A decisão da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes de convocar apenas 117 aprovados no último concurso da Guarda Municipal surpreendeu negativamente a população e gerou forte reação por parte do Sindicato dos Guardas Municipais. O certame, realizado após mais de uma década sem concursos para o cargo, atraiu mais de 11 mil candidatos e teve provas organizadas pela Fundação Carlos Chagas (FCC), conhecida pelo alto nível de exigência.
Os candidatos aprovados passaram por etapas rigorosas, incluindo testes físicos que comprovaram a aptidão dos concorrentes para o exercício das funções. Ainda assim, mesmo com 599 nomes aptos para a próxima fase, a Prefeitura anunciou que apenas 117 seguirão para a investigação social, etapa anterior ao curso de formação.
A população demonstra incredulidade diante da medida. “Esperávamos uma grande renovação da segurança pública, principalmente depois de tanto tempo sem concurso. Com tantos crimes acontecendo, a orla abandonada e a cidade crescendo, é difícil entender essa decisão”, relatou uma moradora do bairro de Piedade.
Para o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Jaboatão, Éric Davidson, a atitude da Prefeitura está longe de corresponder à necessidade real do município. “O próprio prefeito Mano Medeiros reconheceu, ainda na campanha, que seriam necessários cerca de 1.200 guardas municipais para atender a demanda. Hoje, temos apenas 300 ativos, muitos já em idade de aposentadoria. Convocar apenas 117 é ignorar uma oportunidade de melhorar a segurança pública com mão de obra qualificada e já aprovada”, afirmou.
O sindicato também questiona o fato de a Guarda Municipal de Jaboatão continuar desarmada, apesar de já ter funcionado assim em gestões anteriores. Segundo Éric, houve doação de armamento por parte da Polícia Federal, mas a Prefeitura não deu seguimento aos trâmites necessários para que os agentes voltassem a atuar armados.
Diante desse cenário, o Sindicato dos Guardas de Jaboatão apela por uma posição firme da gestão municipal, cobrando que amplie a convocação dos aprovados e que retome o projeto de modernização da corporação. “A população precisa de segurança, e o efetivo já está pronto para servir. Basta o prefeito agir com compromisso e responsabilidade”, concluiu.